Optimizer
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A tese

O problema difícil é o que não obedece.

Quase todo o mercado de otimização se construiu à volta do armazenamento. O vento e o sol colocam um problema de natureza diferente — e são a maioria da capacidade instalada na Península.

O ponto de partida

Uma bateria faz o que lhe é pedido.

Um sistema de armazenamento é um ativo despachável: decide‑se quando carrega, quando descarrega e a que potência. A otimização é um problema determinístico e o erro de previsão do recurso não existe.

Um ativo intermitente é o contrário. Não se decide quando produz. Decide‑se se oferece, em que mercado, a que preço — e se, em determinado período, é preferível não produzir. Toda a margem de decisão está aí, e toda ela depende de saber com que incerteza se está a trabalhar.

A flexibilidade que já existe

Uma central sabe sempre descer.

Há uma assimetria útil nos ativos renováveis: subir depende do recurso, mas descer depende apenas de uma ordem. Uma central solar ou eólica em produção tem, em permanência, capacidade de redução disponível — sem investimento adicional e sem equipamento novo.

Essa capacidade é reserva descendente, e é um produto que o sistema compra.

Hoje, na esmagadora maioria dos ativos, não é oferecida nem remunerada. Está lá, e não é cobrada.

O que torna isto viável

Produção reconhecida.

Reduzir só faz sentido se reduzir não significar perder. É esse o papel da produção reconhecida — deemed energy: o ativo é remunerado pela energia que teria produzido, e não apenas pela que efetivamente produziu.

Como se mede

A produção que teria existido é estimada a partir da estação meteorológica da própria central — piranómetro ou anemómetro — através de uma função de conversão ajustada ao histórico daquele ativo em concreto, e recalibrada mensalmente sobre as horas em que não houve setpoint.

  • Medição no local — não é uma estimativa meteorológica, é irradiância ou vento medidos na central
  • Função ajustada ao ativo — ao seu próprio histórico, não a um modelo genérico
  • Recalibração mensal — com regra fixa, sem margem de apreciação
  • Verificável — o cliente recebe os dados e os coeficientes, e pode refazer a conta

O regime pressupõe capacidade de conduzir o ativo à distância. Sem isso, aplica‑se o regime geral dos desvios.

Armazenamento co-localizado

Não estamos contra baterias.

Uma bateria junto de uma central renovável muda o problema, e para melhor: acrescenta um grau de liberdade a um ativo que tinha poucos. Trabalhamos com esses ativos e a bateria entra na mesma decisão que o resto.

O que afirmamos é outra coisa: que há muito a fazer antes de haver bateria, e que esse trabalho é hoje deixado por fazer na maioria das centrais ibéricas.

Porquê a Ibéria

O sítio onde isto conta.

A Península junta duas condições que poucos mercados têm ao mesmo tempo: penetração renovável elevada e um mercado de serviços de sistema em crescimento rápido. A primeira cria o problema; a segunda paga a solução.

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Contacto

Avaliação preliminar de um ativo.

O histórico da central é tratado com distinção entre o efeito meteorológico e o efeito de despacho, com quantificação do resultado.